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praquê

o blog plataforma coletiva foi criado para organizar e compartilhar referências para o meu trabalho sobre a apropriação do espaço público da metrópole contemporânea.

morando em são paulo é clara a observação da marginalização do espaço público, usado exclusivamente para a passagem, sendo esquecido como espaço democrático, coletivo e de troca.

esse fenômeno da assepsia social do espaço público, observado principalmente nas metrópoles contemporâneas ao redor do mundo, convive com a tímida apropriação informal da cidade por aqueles que ainda esperam dela a democracia que o termo “público” traz.

aqui pretendo reunir o que estiver ligado a essa apropriação informal da cidade, seja ela expressiva [artístico-politica] ou de uso por necessidade.

como forma de influência nessa dinâmica, admiro trabalhos relacionais, que se propõem a interferir na cidade para destacar o seu caráter de construção coletiva. serão elencados alguns projetos de arquitetura e arte nesse sentido. darei especial atenção a intervenções temporárias, objetuais e interativas, que me parecem mais interessantes como dispositivo provocativo.

essas iniciativas, apesar de pontuais, são cada vez mais recorrentes nas metrópoles mundiais, evidenciando uma rede de resistência afetiva ao individualismo e passividade. como rede, mostra a sua força no sentido modificador concreto da esfera citadina. textos e links relacionados às redes sociais e de outro tipo também terão seu espaço aqui.

plataforma coletiva, urbana, metropolitana, para que todos embarquem comigo.

laura sobral

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“Numa era de investimentos privados maciços no espaço urbano, projetos de intervenção poderiam se integrar a um novo padrão de políticas públicas. Um contraponto aos programas de desenvolvimento e revitalização, pautados em geral por investimentos em espaços tradicionais e consolidados. Projetos que podem proporcionar um repertório crítico e experimental, que a prática do planejamento não possui. Intervenções potencializadoras de situações urbanas, distintas de obras ditadas pelo desenho existente da cidade e pelos interesses econômicos e sociais dominantes. Uma possibilidade de introduzir novas estratégias urbanas.”

trecho interessente encontrado em http://www.pucsp.br/artecidade/novo/urbanismo09.htm

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